po(e)st(ma)s

nada de mais. por mais pretensioso que isso possa parecer...

6.5.06

“poente”

a brisa da praia
sopra fria
na hora
de acender as
luzes da casa

mas o vento
não apaga
lâmpadas
elétricas

(nunca foi
tão difícil
preservar
meus escuros)

corro
até a areia
sem concha
nas mãos
para ouvir
o mar

que me molha
os ouvidos
pelo fio
onde trago
pendurado
meu próprio
coração

1 Comments:

  • At 12:05 PM, Anonymous Anônimo said…

    engraçado né?
    quando a gente mais quer estar junto, é quando a gente mais precisa estar distante.
    eu amo tu por isso também!!!!!
    por esse poema
    e pelo mar também!!!!
    eu

     

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