po(e)st(ma)s

nada de mais. por mais pretensioso que isso possa parecer...

23.9.05

“caos da criação”

ao arrumar a cama
espalhei
as mil letras
de ontem
escondidas nas dobras
dos lençóis

agora resta
o duplo trabalho
de varrer o chão
e sonhar de novo
todos os versos
perdidos

19.9.05

“brinde”

(pros meus amigos queridos)


um dia de dança
e música

veio depois
de muitos
outros dias
de luta

guardadas
as devidas
proporções

(para aproveitar
a festa
sem medidas)

levantemos
copos e saias
em passo
de homenagem

a quem está
perto
e longe,
mas aqui dentro

11.9.05

“homenagem póstuma”

no processo
de te esquecer
não deixei de encontrar
coisas que tivessem
a tua cara

apenas deixei
de procurá-las