po(e)st(ma)s

nada de mais. por mais pretensioso que isso possa parecer...

31.1.05

"blogue(-se)"

um público
para o seu
lado-privado

show de intimidade
com uma platéia
de poucos (sic)
e (espera-se)
seletos

- do jeito que
se
poderia
querer
esse tipo de...

-convidados?

não.
quero?

às vezes
acho que
sim

quase sempre
não
acho

nada.

30.1.05

"call me moby"

o maior animal do mundo
voa

num reino de águas escuras e profundas

só de vez em quando fere a linha da superfíce dos oceanos

mitológico
leviatã

a
pa
vo
ran
te
men
te

suave

em seu balé
aquático
noturno e manso

imenso cetáceo
capaz do suicídio

andando no meio dos carros do centro da cidade
penso na distância:
os homens não chegam nesse mar.

26.1.05

"calendários"

folhas
semi-transparentes

- trans
lucidez -

sobrepondo
-
se
umas
`
a
s
outras:

de ano
em ano
repetem
-
se
em
si
mesmos
os
acontecimentos

(
ou serei
eu
mesmo?
)

25.1.05

"produção de linhas"

prolífico dia
para poesia

nem sou de poemas
mas acho que andava meio cheio
- de assunto -
no saco
de pouco
volume
.

meio chato isso
de conviver com as próprias
idiossincrasias

hoje não quero análise
(já liguei desmarcando)

remoer meus próprios nós
não
.
quero

desatá-los
se eu (puder)

ousar

24.1.05

"diluidor"

referências

ainda que criptografadas

são só o que tenho
a oferecer

entrego-me aqui
(mas nem precisava)

21.1.05

"visão de mundo"

começo sem muita explicação

aprendi
a não gostar
de justificativas

desde logo
aviso

a mim mesmo

para que não haja
perigo

de me esquecer